Juros compostos com aportes: taxa, prazo e poder de compra
Compare aportes de R$ 500 em 5, 10 e 20 anos, confira a fórmula dos juros compostos e veja a diferença entre montante e poder de compra.
Separe o dinheiro que você deposita do rendimento produzido. Use taxa e prazo na mesma unidade e defina quando cada aporte entra. Depois, desconte a inflação para interpretar o poder de compra. Uma projeção com taxa constante serve para comparar hipóteses; não prevê o retorno de um investimento.
Neste guia
Quanto vem do seu bolso e quanto vem dos juros?
O total aportado é o capital inicial mais a soma dos depósitos. O rendimento bruto é o saldo final menos esse total. Um saldo maior pode vir de depósitos maiores, de mais tempo ou de uma hipótese de taxa diferente; a tabela mantém os depósitos e a taxa e altera somente o prazo.
O cenário-base começa com R$ 10 mil e acrescenta R$ 500 ao fim de cada mês. A taxa de 10% ao ano e a inflação de 4% são exemplos editáveis. Não representam a taxa atual, uma oferta ou uma rentabilidade aprovada para seu perfil.
R$ 10 mil iniciais e R$ 500 por mês: o efeito do prazo
Compare três horizontes mantendo os mesmos aportes nominais e taxas hipotéticas. O poder de compra desconta a inflação; os valores ainda são brutos de impostos e custos.
No celular, deslize a tabela para comparar as colunas.
| Prazo | Total aportado | Rendimento bruto | Montante | Poder de compra inicial |
|---|---|---|---|---|
| 5 anos | R$ 40.000,00 | R$ 14.385,72 | R$ 54.385,72 | R$ 44.701,09 |
| 10 anos | R$ 70.000,00 | R$ 55.869,35 | R$ 125.869,35 | R$ 85.032,82 |
| 20 anos | R$ 130.000,00 | R$ 296.404,61 | R$ 426.404,61 | R$ 194.605,50 |
O que observar neste exemplo
- O total aportado também cresce com o prazo: são mais depósitos de R$ 500. A coluna de rendimento separa esse esforço de poupança dos juros.
- O último depósito não recebe juros no mês em que entra, pois o modelo considera aportes no fim do período. Antecipar os depósitos muda o resultado.
- A inflação não é debitada do saldo bancário. A última coluna expressa o que o montante compraria na data inicial, segundo a hipótese informada.
Conferir todas as premissas do cenário-base
A tabela identifica as variáveis que mudam. Estes são os valores iniciais da página editável:
- Valor inicial
- R$ 10.000,00
- Quanto guardar por mês
- R$ 500,00
- Rentabilidade anual do cenário
- 10 %
- Prazo
- 120 meses
- Inflação anual do cenário
- 4 %
A fórmula com depósitos no fim do mês
Com capital inicial C, aporte mensal A, taxa mensal i e n meses, o montante é C × (1 + i)^n + A × [(1 + i)^n − 1] ÷ i. Se a taxa for zero, use C + A × n. A calculadora faz a mesma acumulação mês a mês e mostra o cronograma.
O momento do depósito importa: com aporte no início do mês, cada depósito rende por um período a mais. A metodologia de depósitos regulares do Banco Central adota o início do período; este simulador adota o fim. Essa diferença precisa ser alinhada antes de comparar os resultados dos dois sites.
Referência: Banco Central — metodologia de aplicações com depósitos regulares
Como converter uma taxa anual em mensal
Para uma taxa anual efetiva, a equivalente mensal é (1 + taxa anual)^(1/12) − 1, usando a taxa na forma decimal. Dividir por 12 ignora a capitalização. Por exemplo, 12% efetivos ao ano equivalem a cerca de 0,9489% ao mês; 1% ao mês equivale a cerca de 12,6825% ao ano.
Essa é uma equivalência matemática. Uma taxa nominal, uma taxa diária vinculada ao CDI ou um contrato com custos pode exigir outra leitura. Confira o período e o tipo da taxa antes de preenchê-la.
O saldo futuro não compra o mesmo que o dinheiro de hoje
Para expressar o saldo em poder de compra da data inicial, dividimos o montante por (1 + inflação anual)^(meses ÷ 12). Essa correção não é uma retirada da conta: é uma maneira de comparar valores de datas diferentes. Os aportes mensais do exemplo ficam constantes em reais, sem reajuste pela inflação.
O montante desta ferramenta é bruto de impostos e custos. Para CDB, LCI ou LCA, continue no comparador de rendimento líquido, com prazo e tributação próprios. Em prazos longos, vencimentos e reaplicações podem antecipar impostos e mudar as taxas. Uma hipótese de dez anos não comprova a existência de um produto com essas condições.
Referência: Banco Central — Caderno de Educação Financeira · CVM — Guia de Planejamento Financeiro
Use a calculadora principal para comparar outras condições, conferir a composição e salvar seu próprio cenário no navegador.
Juros compostosOutra pergunta que pode surgir
CDB ou LCI: por que comparar o líquido? →Referências para aprofundar
- Banco Central — metodologia de aplicações com depósitos regulares
- Banco Central — Caderno de Educação Financeira
- CVM — Guia de Planejamento Financeiro
Este conteúdo é informativo. Condições contratuais, situações pessoais e tratamentos específicos podem exigir análise profissional.
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