Planejamento com aportes

Juros compostos com aportes: taxa, prazo e poder de compra

Compare aportes de R$ 500 em 5, 10 e 20 anos, confira a fórmula dos juros compostos e veja a diferença entre montante e poder de compra.

Referências: Conteúdo: Política editorial
Para começar

Separe o dinheiro que você deposita do rendimento produzido. Use taxa e prazo na mesma unidade e defina quando cada aporte entra. Depois, desconte a inflação para interpretar o poder de compra. Uma projeção com taxa constante serve para comparar hipóteses; não prevê o retorno de um investimento.

Neste guia
  1. Quanto vem do seu bolso e quanto vem dos juros?
  2. A fórmula com depósitos no fim do mês
  3. Como converter uma taxa anual em mensal
  4. O saldo futuro não compra o mesmo que o dinheiro de hoje
  5. Exemplo calculado e comparação
  6. Fontes e referências

Quanto vem do seu bolso e quanto vem dos juros?

O total aportado é o capital inicial mais a soma dos depósitos. O rendimento bruto é o saldo final menos esse total. Um saldo maior pode vir de depósitos maiores, de mais tempo ou de uma hipótese de taxa diferente; a tabela mantém os depósitos e a taxa e altera somente o prazo.

O cenário-base começa com R$ 10 mil e acrescenta R$ 500 ao fim de cada mês. A taxa de 10% ao ano e a inflação de 4% são exemplos editáveis. Não representam a taxa atual, uma oferta ou uma rentabilidade aprovada para seu perfil.

A explicação com números

R$ 10 mil iniciais e R$ 500 por mês: o efeito do prazo

Compare três horizontes mantendo os mesmos aportes nominais e taxas hipotéticas. O poder de compra desconta a inflação; os valores ainda são brutos de impostos e custos.

No celular, deslize a tabela para comparar as colunas.

Aportes no fim do mês, 10% efetivos ao ano e inflação de 4% ao ano, ambos constantes e hipotéticos
PrazoTotal aportadoRendimento brutoMontantePoder de compra inicial
5 anosR$ 40.000,00R$ 14.385,72R$ 54.385,72R$ 44.701,09
10 anosR$ 70.000,00R$ 55.869,35R$ 125.869,35R$ 85.032,82
20 anosR$ 130.000,00R$ 296.404,61R$ 426.404,61R$ 194.605,50

O que observar neste exemplo

  • O total aportado também cresce com o prazo: são mais depósitos de R$ 500. A coluna de rendimento separa esse esforço de poupança dos juros.
  • O último depósito não recebe juros no mês em que entra, pois o modelo considera aportes no fim do período. Antecipar os depósitos muda o resultado.
  • A inflação não é debitada do saldo bancário. A última coluna expressa o que o montante compraria na data inicial, segundo a hipótese informada.
Conferir todas as premissas do cenário-base

A tabela identifica as variáveis que mudam. Estes são os valores iniciais da página editável:

Valor inicial
R$ 10.000,00
Quanto guardar por mês
R$ 500,00
Rentabilidade anual do cenário
10 %
Prazo
120 meses
Inflação anual do cenário
4 %
Abrir o cenário-base e personalizar →O exemplo usa o mesmo motor da calculadora. Valores e taxas hipotéticos não representam uma oferta.

A fórmula com depósitos no fim do mês

Com capital inicial C, aporte mensal A, taxa mensal i e n meses, o montante é C × (1 + i)^n + A × [(1 + i)^n − 1] ÷ i. Se a taxa for zero, use C + A × n. A calculadora faz a mesma acumulação mês a mês e mostra o cronograma.

O momento do depósito importa: com aporte no início do mês, cada depósito rende por um período a mais. A metodologia de depósitos regulares do Banco Central adota o início do período; este simulador adota o fim. Essa diferença precisa ser alinhada antes de comparar os resultados dos dois sites.

Referência: Banco Central — metodologia de aplicações com depósitos regulares

Como converter uma taxa anual em mensal

Para uma taxa anual efetiva, a equivalente mensal é (1 + taxa anual)^(1/12) − 1, usando a taxa na forma decimal. Dividir por 12 ignora a capitalização. Por exemplo, 12% efetivos ao ano equivalem a cerca de 0,9489% ao mês; 1% ao mês equivale a cerca de 12,6825% ao ano.

Essa é uma equivalência matemática. Uma taxa nominal, uma taxa diária vinculada ao CDI ou um contrato com custos pode exigir outra leitura. Confira o período e o tipo da taxa antes de preenchê-la.

O saldo futuro não compra o mesmo que o dinheiro de hoje

Para expressar o saldo em poder de compra da data inicial, dividimos o montante por (1 + inflação anual)^(meses ÷ 12). Essa correção não é uma retirada da conta: é uma maneira de comparar valores de datas diferentes. Os aportes mensais do exemplo ficam constantes em reais, sem reajuste pela inflação.

O montante desta ferramenta é bruto de impostos e custos. Para CDB, LCI ou LCA, continue no comparador de rendimento líquido, com prazo e tributação próprios. Em prazos longos, vencimentos e reaplicações podem antecipar impostos e mudar as taxas. Uma hipótese de dez anos não comprova a existência de um produto com essas condições.

Referência: Banco Central — Caderno de Educação Financeira · CVM — Guia de Planejamento Financeiro

CONTINUE COM OS DADOS DO SEU CASO

Use a calculadora principal para comparar outras condições, conferir a composição e salvar seu próprio cenário no navegador.

Juros compostos

Outra pergunta que pode surgir

CDB ou LCI: por que comparar o líquido? →

Referências para aprofundar

Este conteúdo é informativo. Condições contratuais, situações pessoais e tratamentos específicos podem exigir análise profissional.

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